terça-feira, 10 de abril de 2012

Yggdrasil, a árvore da vida


O mundo criado pelos deuses Odin, Vile e Ve após a morte do gigante Ymir, era sustentado por uma imensa e poderosa árvore, o freixo Yggdrasil.

Yggdrasil fazia a ligação entre as diversas regiões do mundo.
Ela mergulhava suas raízes profundamente na terra e também erguia sua copa até o céu, onde era banhada por uma nuvem de luz.

Esta árvore, abrigava inúmeros animais; era sempre verde ainda que sua folhagem fôsse constantemente devorada por animais de toda espécie.

No alto de sua copa estava região onde habitavam os deuses , Asgard. Nesse lugar maravilhoso ficava o trono de Odin, o todo poderoso.

Bem ao pé do enorme tronco de Yggdrasil moravam as Nornas. Elas eram  três mulheres que governavam o destino. Seus nomes eram Urd (Passado), Werdandi (Presente) e Skuld (Futuro), eram elas que alimentavam Yggdrasil, a árvore da vida, regando sua raiz com  pura água da fonte do destino. Até mesmo os deuses que moravam em Asgard tinham de se curvar perante a vontade dessas três mulheres misteriosas, pois eles apesar de todo seu poder, eram mortais.

Em uma vasta área de suas raízes viviam os vermes e os duendes e era também onde morava uma terrível serpente, Nidhogg, que se alimentava dos cadáveres além de morder a própria cauda.  Numa região mais afastada das raízes ficava Jotunheim, a terra dos  temíveis gigantes que era um lugar terrivelmente frio.

Nas raízes também ficava o poço do sábio Mimir, um ancião que se recordava de absolutamente tudo que se passou no mundo, desde os tempos mais remotos. Odin ofereceu a ele um de seus olhos para poder beber da água desse poço. Mimir concordou com a troca, e a partir daí Odim passou a ter um olho só mas em compensação tinha um enorme conhecimento.

Numerosos eram os animais que viviam nos galhos do poderoso Yggdrasil.
Um galo de ouro vivia empoleirado bem no alto. Ele era um guarda atento e prevenia os deuses quando os perigosos gigantes se aproximavam no horizonte. Havia uma águia de olhar penetrante que perscrutava todo o mundo e também um esquilo que subia e descia sem cessar os galhos de Yggdrasil. Esse esperto bichinho procurava manter a paz entre a águia do alto e a serpente das profundezas, pois a discórdia sempre  surgia entre eles.

O orvalho que caia das folhas sempre verdes de Yggdrasil fazia com que crescessem flores por toda Midgard. Sob a frondosa e misteriosa copa de Yggdrasil, todos viviam e dependiam. Ela era a árvore da vida.

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